Deixar fluir pelos poros
o desalinho dos pensamentos
de voltar, abraçar e chorar.
Fazer ficar no corpo
a sensação do ultimo toque como
instantaneo, na parede, amarelado.
Sentir no nascer do dia
a esperança de reencontrar o passo
perdido na inesperada despedida.
Procurar no aconchego do entardecer
a força serena da certeza,
de saber possível a existência
Entregar a vida a si propria
e sorver em cada minuto
os riscos de saber querer
o encontro definitivo,
o quebrar dos grilhões da mente,
a liberdade de amar,
por amar.
Julio Vianna
06/08/1981
17.6.09
4.6.09
♦ Auto-retrato #5
♦
O que mais me surpreende,
quando me olho no espelho,
é que paro para pensar
se aquele que ali está
me vê como eu o vejo.
♦
O que mais me surpreende,
quando me olho no espelho,
é que paro para pensar
se aquele que ali está
me vê como eu o vejo.
♦
Cláudio Rangel
♦ Soneto da Redenção
♦
Não esperava vê-la, de repente.
Não assim: vestida de azul profundo;
Tão bela, elegante, ao meu lado.
Eu vagava perdido pelo mundo!
Desde que sentido tudo acabado
Pensava que jamais amor teria.
Só desespero eu, então, vivia.
Te disse com franqueza, sem pecado.
Mas, tu me achastes e me cativastes.
E se pondo, feliz, ao meu encontro,
Daqueles males, todos, me curastes.
Eu, que morri de amor que não se quis,
Sinto-me, agora, novamente pronto.
Da carícia, em teu olhar, renasci.
♦
Não esperava vê-la, de repente.
Não assim: vestida de azul profundo;
Tão bela, elegante, ao meu lado.
Eu vagava perdido pelo mundo!
Desde que sentido tudo acabado
Pensava que jamais amor teria.
Só desespero eu, então, vivia.
Te disse com franqueza, sem pecado.
Mas, tu me achastes e me cativastes.
E se pondo, feliz, ao meu encontro,
Daqueles males, todos, me curastes.
Eu, que morri de amor que não se quis,
Sinto-me, agora, novamente pronto.
Da carícia, em teu olhar, renasci.
♦
Cláudio Rangel
27.5.09
Tenha juízo!
No momento em que eu partia,
Virei-me e tu estavas de costas
Exuberante!, se não te importas
Com esta tamanha ousadia.
Mas esta ousadia é decerto
Bem menor que a daquela hora
Quando voltei, estando já fora,
Para poder ver-te mais perto.
Tu, ao notares meu sorriso,
E apesar do teu guarda-costas,
Sorriste também, em resposta,
Dizendo-me "Tenha juízo!".
Muito siso eu tenho de sobra,
Mas deixei, caído no chão,
De mim algo num simples cartão,
E chegaste a ler esta obra.
Virei-me e tu estavas de costas
Exuberante!, se não te importas
Com esta tamanha ousadia.
Mas esta ousadia é decerto
Bem menor que a daquela hora
Quando voltei, estando já fora,
Para poder ver-te mais perto.
Tu, ao notares meu sorriso,
E apesar do teu guarda-costas,
Sorriste também, em resposta,
Dizendo-me "Tenha juízo!".
Muito siso eu tenho de sobra,
Mas deixei, caído no chão,
De mim algo num simples cartão,
E chegaste a ler esta obra.
Rodrigo Thomaz
A partir do mote de Claudio Rangel
22.5.09
Canção da despedida
Eu que jurei por minh' alma
Guardar-te das dores da vida,
Causei-te a dor mais doída.
Para isso não há o perdão!
A chaga aberta em tu' alma,
O tempo não a cicatriza.
Nem mesmo ele ameniza:
É dano sem reparação!
A alma ferida não sangra,
Mas verte a mágoa sentida
Em gotas de dor incontida;
Em gotas de desilusão...
Desilusão que à alma esgarça,
Deixando-nos apenas carcaça,
Sem pouso, sem rumo, sem chão.
Guardar-te das dores da vida,
Causei-te a dor mais doída.
Para isso não há o perdão!
A chaga aberta em tu' alma,
O tempo não a cicatriza.
Nem mesmo ele ameniza:
É dano sem reparação!
A alma ferida não sangra,
Mas verte a mágoa sentida
Em gotas de dor incontida;
Em gotas de desilusão...
Desilusão que à alma esgarça,
Deixando-nos apenas carcaça,
Sem pouso, sem rumo, sem chão.
Rodrigo Thomaz
18.5.09
Inaugurando emoção.
Viajo em meio o tempo
Imaginando talvez os tormentos,
Que envolve minha maneira de pensar.
Ser cético em verdades,
Não crer em realidades,
Estranhar o plausível vento no ar
Colecionando vícios,
Incrementando saudades
Perdendo (por sorte)
Saudosos inícios.
Assim quero continuar
Perdendo razões,
Achando estragos
Sonhando demais
Partindo-me em pedaços.
Imaginando talvez os tormentos,
Que envolve minha maneira de pensar.
Ser cético em verdades,
Não crer em realidades,
Estranhar o plausível vento no ar
Colecionando vícios,
Incrementando saudades
Perdendo (por sorte)
Saudosos inícios.
Assim quero continuar
Perdendo razões,
Achando estragos
Sonhando demais
Partindo-me em pedaços.
17.5.09
Frio e Calculista, ou...
O Enigma da Margarida
ama? (eu te amo)
não ama? (eu te amo)
ama? (eu te amo)
não ama (eu te amo)
amor...(eu tenho Amor)
não amor...(eu tenho Amor)
(...)
Quem faz a corrente?
Quem quer o ausente?
Se bem calculares
(+ o amor presente)
não importa lugares:
o amor ganha sempre.
11.5.09
Soneto do Amor Imortal
Não sei porque foste dizer-me um dia,
De maneira sincera e inclemente,
Que de tudo restara, tão somente,
Amizade, pois amor não mais havia.
Teu olhar falava, mas eu não cria
Que tais palavras soltas, imprudentes,
Pudessem sepultar o amor luzente
Que no coração meu tão quente ardia.
O amor em meu peito eu já sabia
Ser imortal e, portanto, não podia
Perecer por tolice ou vaidade.
A buscar-te lancei-me em batalha,
Do desamor rasguei a vil mortalha,
Pois que te quero e amo de verdade.
De maneira sincera e inclemente,
Que de tudo restara, tão somente,
Amizade, pois amor não mais havia.
Teu olhar falava, mas eu não cria
Que tais palavras soltas, imprudentes,
Pudessem sepultar o amor luzente
Que no coração meu tão quente ardia.
O amor em meu peito eu já sabia
Ser imortal e, portanto, não podia
Perecer por tolice ou vaidade.
A buscar-te lancei-me em batalha,
Do desamor rasguei a vil mortalha,
Pois que te quero e amo de verdade.
Rodrigo Thomaz
08/05/2009
5.4.09
Todas as boas amizades rendem parcerias autorais...

Começou assim...
12/3/2009_00:27:04
André > L B N... Todo tempo do mundo!
"fechado... me dá seu cel"
André > L B N... Todo tempo do mundo!
"fechado... me dá seu cel"
...E depois...
17/3/2009 _01:31:11
L B N > André
"v0u enviar um bacana... assim... se a autora insistir mto talvez ela aprenda a escreVer Bem um dia..."
André > L B N
"v0u enviar um bacana... assim... se a autora insistir mto talvez ela aprenda a escreVer Bem um dia..."
André > L B N
"opa"
André >L B N
"vamos lá"
L B N > André
"so um cadim..."
17/3/2009
01:38:12
L B N... envia C:\Documents and Settings\Minhas imagens\Poesis.jpg
L B N > André
"Veja ai... 'O teu cel' "
L B N > André
"o processo é lento... v0u tomar um cafe e já voltou..."
André > L B N...
André >L B N
"vamos lá"
L B N > André
"so um cadim..."
17/3/2009
01:38:12
L B N... envia C:\Documents and Settings\Minhas imagens\Poesis.jpg
L B N > André
"Veja ai... 'O teu cel' "
L B N > André
"o processo é lento... v0u tomar um cafe e já voltou..."
André > L B N...
"ok"
01:48:59 - "A transferência de "Poesis.jpg" está concluída."
01:51:54
André > L B N...
01:48:59 - "A transferência de "Poesis.jpg" está concluída."
01:51:54
André > L B N...
"adorei o caminho...mas mudaria o final"
L B N... > André
"e ql será tUa sugestão?"
André > L B N...
L B N... > André
"e ql será tUa sugestão?"
André > L B N...
"o lance do a cobrar fica muito dado...acho q vc poderia brincar com o Céu e o Seu"
L B N... > André
"hummm"
André > L B N...
L B N... > André
"hummm"
André > L B N...
"dou sugestão só qdo gosto"
L B N... > André
"Obrigada."
L B N... > André
"Obrigada."
.
.
29.3.09
♦ Quietamento
♦
Vinha de histórias não contadas, de tão tristes. Pontilhou espaços, tempo alargou. Anoitecido, testamentado, nem tarde fez.
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Vinha de histórias não contadas, de tão tristes. Pontilhou espaços, tempo alargou. Anoitecido, testamentado, nem tarde fez.
♦
Cláudio Rangel
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