4.6.09

♦ Soneto da Redenção



Não esperava vê-la, de repente.
Não assim: vestida de azul profundo;
Tão bela, elegante, ao meu lado.
Eu vagava perdido pelo mundo!

Desde que sentido tudo acabado
Pensava que jamais amor teria.
Só desespero eu, então, vivia.
Te disse com franqueza, sem pecado.

Mas, tu me achastes e me cativastes.
E se pondo, feliz, ao meu encontro,
Daqueles males, todos, me curastes.

Eu, que morri de amor que não se quis,
Sinto-me, agora, novamente pronto.
Da carícia, em teu olhar, renasci.



Cláudio Rangel

27.5.09

Tenha juízo!

No momento em que eu partia,
Virei-me e tu estavas de costas
Exuberante!, se não te importas
Com esta tamanha ousadia.


Mas esta ousadia é decerto
Bem menor que a daquela hora
Quando voltei, estando já fora,
Para poder ver-te mais perto.

Tu, ao notares meu sorriso,
E apesar do teu guarda-costas,
Sorriste também, em resposta,
Dizendo-me "Tenha juízo!".

Muito siso eu tenho de sobra,
Mas deixei, caído no chão,
De mim algo num simples cartão,
E chegaste a ler esta obra.


Rodrigo Thomaz
A partir do mote de Claudio Rangel

22.5.09

Canção da despedida

Eu que jurei por minh' alma
Guardar-te das dores da vida,
Causei-te a dor mais doída.
Para isso não há o perdão!

A chaga aberta em tu' alma,
O tempo não a cicatriza.
Nem mesmo ele ameniza:
É dano sem reparação!

A alma ferida não sangra,
Mas verte a mágoa sentida
Em gotas de dor incontida;
Em gotas de desilusão...

Desilusão que à alma esgarça,
Deixando-nos apenas carcaça,
Sem pouso, sem rumo, sem chão.


Rodrigo Thomaz

18.5.09

Inaugurando emoção.

Viajo em meio o tempo
Imaginando talvez os tormentos,
Que envolve minha maneira de pensar.
Ser cético em verdades,
Não crer em realidades,
Estranhar o plausível vento no ar
Colecionando vícios,
Incrementando saudades
Perdendo (por sorte)
Saudosos inícios.
Assim quero continuar
Perdendo razões,
Achando estragos
Sonhando demais
Partindo-me em pedaços.

17.5.09

Frio e Calculista, ou...


O Enigma da Margarida


ama? (eu te amo)
não ama? (eu te amo)
ama? (eu te amo)
não ama (eu te amo)
amor...(eu tenho Amor)
não amor...(eu tenho Amor)
(...)


Quem faz a corrente?
Quem quer o ausente?
Se bem calculares
(+ o amor presente)
não importa lugares:
o amor ganha sempre.

11.5.09

Soneto do Amor Imortal

Não sei porque foste dizer-me um dia,
De maneira sincera e inclemente,
Que de tudo restara, tão somente,
Amizade, pois amor não mais havia.

Teu olhar falava, mas eu não cria
Que tais palavras soltas, imprudentes,
Pudessem sepultar o amor luzente
Que no coração meu tão quente ardia.

O amor em meu peito eu já sabia
Ser imortal e, portanto, não podia
Perecer por tolice ou vaidade.

A buscar-te lancei-me em batalha,
Do desamor rasguei a vil mortalha,
Pois que te quero e amo de verdade.


Rodrigo Thomaz

08/05/2009

5.4.09

Todas as boas amizades rendem parcerias autorais...



Começou assim...
12/3/2009_00:27:04
André > L B N... Todo tempo do mundo!
"fechado... me dá seu cel"

...E depois...
17/3/2009 _01:31:11
L B N > André
"v0u enviar um bacana... assim... se a autora insistir mto talvez ela aprenda a escreVer Bem um dia..."
André > L B N
"opa"
André >L B N
"vamos lá"
L B N > André
"so um cadim..."
17/3/2009
01:38:12
L B N... envia C:\Documents and Settings\Minhas imagens\Poesis.jpg
L B N > André
"Veja ai... 'O teu cel' "
L B N > André
"o processo é lento... v0u tomar um cafe e já voltou..."
André > L B N...
"ok"
01:48:59 - "A transferência de "Poesis.jpg" está concluída."
01:51:54
André > L B N...
"adorei o caminho...mas mudaria o final"
L B N... > André
"e ql será tUa sugestão?"
André > L B N...
"o lance do a cobrar fica muito dado...acho q vc poderia brincar com o Céu e o Seu"
L B N... > André
"hummm"
André > L B N...
"dou sugestão só qdo gosto"
L B N... > André
"Obrigada."
.
.

29.3.09

♦ Quietamento



Vinha de histórias não contadas, de tão tristes. Pontilhou espaços, tempo alargou. Anoitecido, testamentado, nem tarde fez.



Cláudio Rangel

24.3.09

Dedicado à Hong Kong!


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Trocando de pele em pleno vôo.
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Eu preciso conhecer a Hong Kong! / Ir à Ilha... / Saber por que toda oficina mecânica / Mostra HP nas suas marcas... / Saber que engenharia é essa, / E a força que tem um cavalo potência.
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Ouvir Jimmy Hendrix sem modelo, / De paixão. / Entender porque o H.I.V. / Tenta ‘tirar minha atenção.
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Porquê não tenho olhos puxados, / Mas tenho olhos pequenos, / E que tentando enxergar só o que é meu, / Acabo vendo o mundo inteiro...
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Nos nomes; os achados! / Li cada "a" e "o", / E feito par, nos vimos... / Ou que no teu fim, / No teu y 'ipslone' / Me diverti! / Me inverti! / Vi-o no começo, / No meu h 'agá'.
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Sem foto sua, / Era uma vez um dia, / Qwertys me disse, / Que você está do meu lado...
No cinema, sem pipoca, / Sem honra, Flags of our fathers; / Gritaram pra você; / “Cuide da pessoa à sua esquerda!”
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Ao mar, se para, se aquece / Todo HF enferruja / Só corrói, envelhece... / Mas outra aliança resiste; / Elas já foram gravadas, / Estam prontas ao nosso sinal.
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"Por que o mar assim tão longe e / Ter que correr o atlântico?", / Pergunto com modos às rainhas... / Me esconder nas muralhas, / E perder outro ônibus p'ra casa, / Não é um projeto fácil. / E fica pior... / Contra toda conexão testada / Renovada p'ra'gente, / Feita nas estrelas, / Acaba em si do redial.
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Assim, nem música responde / E todo poema comove e compromete, / A justiça; / Que não enxerga os diretos / Nem procura a verdade / No que escolhe dizer.
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Só p’ra procurar um começo...
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Os sonhos vencidos dos mestres, / Já me dizem o bastante, / E não me convencem mais / Os mestres vencidos.
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Das guerras que são o limite, / A dor, / De um amor nunca respondido... / Que até Hitler quisesse, / E por um período... / Talvez a razão, não tivesse perdido.
...Procure onde a raiva termina. / Eu qui-lo amar e estou!
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Que me vejo só no que tenho, / Não porque tenho olhos tardios / Mas porque tenho olhos aquecidos... / Sou a Hong Kong, vejo-me no mundo inteiro.
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À Hong Kong.

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19.3.09


Quando existe um trabalho a ser feito, não importa a sua razão... Procuro apenas a maneira e as ferramentas de transpor o pensamento em objeto estético.

Não é bonito! É um exercício; portanto, apenas um objeto desse valor.

Digo que "Jeg elsker deg" é uma série fotográfica que busca resposta à minha primeira pergunta - Aonde estou?. Para mais, possui uma semiótica da imagem, do sentimento, do valor estético e além.

Tem a influência, sobre tudo, de um filme que assisti recentemente, alem da sincronia da minha experiência humano-artística, que vem sendo referendada compulsoriamente.